“Mocalize” Sinto-me um rei a caminhar sobre a água escaldante que me derrete os pensamentos e que me leva a outro mundo. Um mundo sem tempo, sem pressas, que me faz cócegas nos pés e que me faz rir. Voo e enjoo nas alturas assustadoras que lá no fundo não me metem medo nenhum. Não tenho medo de nada, sou mesmo um rei. Rezo um breve ámen ao “Peace” e ao “Love”, amigos invisíveis que me abraçam até perder a respiração. A minha vida é um sexo, um prazer que não dura para sempre. Mas como já disse, não há pressa, não quero que a minha vida não passe de uma simples rapidinha. Estou perdido e não quero que ninguém me encontre. Chamam-me lixo e riu-me. Os outros tentam ser perfeitos e não conseguem. Ao menos eu consigo ser lixo porque quero, já os outros não podem dizer o mesmo. Agora apetece-me ir para o telhado ouvir o meu som, contar as estrelas e fazer coisas lamechas. Mas não tenho quem me falta, foi passear e levou-me no bolso. Sim, eu sou dois, mais ninguém o é. O “Mocalize” vai acabar, o sexo está muito forte e não quero chegar já ao ponto máximo, quero que dure. O “Mocalize” inpirou-me, o “Mocalize” vai voltar.